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Atrasos e incompetĂȘncia: INPI tenta agilizar patentes e marcas no Brasil

  • 31 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura


O sistema de propriedade intelectual no Brasil sempre foi um entrave para o empresariado nacional. Os longos prazos para concessĂŁo de patentes e registros de marcas representam uma barreira significativa para a inovação e a segurança jurĂ­dica dos investidores. No entanto, o governo federal, por meio do MinistĂ©rio do Desenvolvimento, IndĂșstria, ComĂ©rcio e Serviços (MDIC) e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), anunciou uma nova investida para mitigar o problema. A promessa Ă© reduzir o tempo de concessĂŁo de patentes de quatro para dois anos atĂ© 2026, enquanto os registros de marcas, que hoje levam atĂ© 18 meses, devem ser finalizados em apenas um mĂȘs. O ceticismo, no entanto, permanece entre os empresĂĄrios brasileiros, que veem o INPI como um obstĂĄculo histĂłrico aos interesses nacionais.



Mudanças estruturais ou solução paliativa?


Para concretizar essa meta ambiciosa, o INPI propĂ”e um pacote de modernização tecnolĂłgica, que inclui o uso de InteligĂȘncia Artificial para auxiliar a anĂĄlise de patentes, a criação de um Portal do UsuĂĄrio e a otimização de processos burocrĂĄticos. No entanto, nĂŁo Ă© apenas a tecnologia que determinarĂĄ o sucesso dessas açÔes. A instituição tambĂ©m aponta a necessidade de contratar novos servidores e garantir um orçamento adequado.


A proposta tambĂ©m inclui o Projeto de Lei 2210/2022, que visa acelerar o exame de patentes nacionais e reformular o sistema de oposição de marcas. Essas medidas indicam um reconhecimento tardio de que o modelo atual Ă© falho, mas a solução apresentada ainda enfrenta o desafio crĂŽnico da burocracia estatal. A histĂłria do INPI Ă© marcada por atrasos, ineficiĂȘncia e uma gestĂŁo que, por vezes, privilegia interesses de grandes multinacionais em detrimento dos empreendedores brasileiros.




EmpresĂĄrios brasileiros: os eternos prejudicados


EmpresĂĄrios nacionais criticam hĂĄ dĂ©cadas o modus operandi do INPI, alegando que o ĂłrgĂŁo Ă© um obstĂĄculo ao desenvolvimento industrial do paĂ­s. Processos que poderiam impulsionar inovaçÔes tecnolĂłgicas e garantir a competitividade de startups e empresas nacionais muitas vezes sĂŁo negligenciados, enquanto gigantes estrangeiras recebem tratamento prioritĂĄrio. A falta de transparĂȘncia e o excesso de exigĂȘncias burocrĂĄticas desestimulam a proteção da propriedade intelectual dentro do territĂłrio brasileiro, empurrando inventores e empresas para registrar suas patentes no exterior.


As recentes iniciativas do governo representam uma tentativa de mudar essa realidade, mas o empresariado nacional aguarda resultados concretos antes de celebrar. A cultura de negligĂȘncia e desinteresse pela inovação brasileira Ă© um problema sistĂȘmico, enraizado em dĂ©cadas de polĂ­ticas inadequadas e gestĂ”es incompetentes. O verdadeiro teste para o INPI e o MDIC serĂĄ demonstrar, na prĂĄtica, que dessa vez as promessas de agilização das patentes e marcas serĂŁo cumpridas e que o Brasil finalmente passarĂĄ a tratar a propriedade intelectual como um ativo estratĂ©gico para seu crescimento econĂŽmico.



 
 
 
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